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Inventário extrajudicial em Belo Horizonte: como funciona no cartório

Quando a família está de acordo, dá para resolver a herança em cartório — sem ação na Justiça, em semanas e não em anos.

Atualizado em junho de 2026
Cartório de notas e assinatura de escritura de inventário em Belo Horizonte
A via extrajudicial é feita em cartório de notas, na capital mineira

O inventário extrajudicial é feito diretamente em cartório de notas, sendo mais rápido e econômico que o judicial. Em Belo Horizonte, ele é possível quando há consenso entre os herdeiros. Desde 2024, passou a ser permitido em mais situações do que antes, inclusive em alguns casos com testamento ou herdeiro menor.

O que é o inventário extrajudicial

O inventário extrajudicial é a forma de organizar a transferência do patrimônio de uma pessoa falecida aos seus herdeiros sem passar pela Justiça. Em vez de um processo judicial, a partilha é formalizada por escritura pública, lavrada em um cartório de notas. Ao final, esse documento tem força para regularizar imóveis, transferir veículos e movimentar contas — exatamente como uma decisão judicial.

É o caminho preferido por quem busca rapidez e economia. Por dispensar a tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ele costuma ser concluído em prazo muito menor e com menos custos processuais. A condição essencial é simples de enunciar, ainda que nem sempre fácil de alcançar: que a família esteja de acordo sobre como dividir os bens. Para entender o quadro geral, vale ler o guia completo de inventário em BH.

Requisitos para fazer em cartório

Tradicionalmente, dois requisitos abriam a porta do cartório. O primeiro é o consenso entre os herdeiros: todos precisam concordar com a divisão dos bens, sem conflito sobre quem fica com o quê. O segundo é que os herdeiros sejam maiores e capazes — isto é, sem menores de idade ou pessoas incapazes entre eles.

Além disso, a presença de um advogado é obrigatória na escritura, orientando a partilha e zelando pelos direitos de cada herdeiro. Esses requisitos seguem valendo como regra geral. A novidade é que, desde 2024, eles deixaram de ser uma barreira absoluta: situações que antes eram automaticamente empurradas para a Justiça passaram a admitir solução em cartório, sob certas condições.

A novidade da Resolução CNJ 571/24

A Resolução CNJ nº 571/2024 foi o que mais mudou esse cenário nos últimos anos. Ela ampliou as hipóteses de inventário extrajudicial e passou a admitir, sob requisitos, casos que antes só corriam na Justiça — entre eles, situações com testamento e com herdeiro menor ou incapaz.

Na prática, isso significa que mais famílias de Belo Horizonte podem hoje resolver a herança diretamente no cartório, evitando a demora do processo judicial. Mas atenção: a ampliação vem acompanhada de condições e cautelas — em especial quando há interesses de menores ou incapazes envolvidos. Por isso, vale entender bem em qual caminho o seu caso se encaixa antes de decidir, comparando as duas vias em inventário judicial ou extrajudicial.

Escritura pública de inventário sendo assinada em cartório de notas em Belo Horizonte
Com consenso e documentação em ordem, a escritura resolve a partilha em semanas

Quanto tempo demora

Essa é a vantagem mais sentida pelas famílias. Enquanto um inventário judicial pode se arrastar por anos, o extrajudicial costuma ser concluído em semanas. A diferença não está em um único ato, mas na ausência de toda a tramitação processual: não há fila de audiências, despachos ou prazos de um juízo.

O tempo real, porém, depende sobretudo de um fator: a documentação. Reunir as certidões do falecido, dos herdeiros e dos bens logo no início é o que mais acelera o processo. Quando algum documento falta ou precisa ser atualizado, o prazo se alonga. A lista organizada está em documentos para inventário.

Os cartórios de notas em Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, o inventário extrajudicial pode ser lavrado em qualquer cartório de notas — não há vinculação ao local onde a pessoa morava ou onde estão os bens. Os tabeliães da capital estão habituados a esse tipo de ato e podem orientar sobre a documentação exigida em cada situação.

Há ainda um recurso que ganhou força nos últimos anos: o e-Notariado, plataforma dos cartórios de notas para a prática de atos e assinaturas digitais. Por meio dele, é possível formalizar procurações e assinar à distância — solução útil quando um dos herdeiros mora em outra cidade ou país e não consegue comparecer presencialmente ao cartório em BH.

“No cartório, o que define o prazo não é a pressa, e sim o acordo entre a família e a documentação em ordem.”
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